No período pós-natal todas as células sanguíneas são derivadas primariamente da medula óssea. À medida que avança a ossificação do esqueleto, esse local se torna cada vez mais importante na produção de células sanguíneas, persistindo como principal sítio de hematopoiese após o nascimento. A primeira evidência de formação de células sanguíneas surge por volta de duas semanas de gestação, quando células mesodérmicas se agrupam no saco vitelínico do embrião em desenvolvimento.
Com algumas correções, pois não se considera válida a suposição de una origem dual das células sanguíneas. No adulto, o tecido hematopoiético forma parte da medula óssea (medula vermelha) e é o local onde ocorre a hematopoiese normal. As células-tronco e as células progenitoras são mantidas na medula óssea. Ele é usado principalmente em pacientes que vão se submeter a procedimentos que causam dano às células-tronco hematopoiéticas, como radioterapia ou quimioterapia. Existe ainda uma modalidade de transplante de medula óssea chamado de transplante autólogo, quando são usadas células do próprio indivíduo para restaurar o seu sistema hematopoiético. Esse material é então introduzido na corrente sanguínea do receptor, e as células hematopoiéticas vão colonizar os seus tecidos e recuperar a função hematopoiética.
Hematopoiese: entenda o processo de formação das células sanguíneas
- Embora a hematopoiese ocorra predominantemente na medula óssea em adultos, durante o desenvolvimento fetal, esse processo também acontece em outros órgãos, como o fígado e o baço.
- Na Imunologia, compreende-se que a interação entre o sistema imune e o microambiente medular é fundamental para a hematopoese eficaz.
- Na presença de hematopoiese deficiente ou insuficiente na medula óssea, pode ocorrer a expansão da medula vermelha.
- Além disso, o microambiente da medula óssea, que inclui células estromais e matriz extracelular, também desempenha um papel crucial na regulação da hematopoiese.
- A Imunologia dedica-se ao estudo dos mecanismos que protegem o organismo contra agentes patogênicos, e um dos seus pilares fundamentais é a hematopoese.
A biologia por trás da hematopoiese normal é bastante complexa, envolvendo a coordenação extensiva de inúmeros programas moleculares envolvidos na divisão celular e na determinação do destino celular. Degeneração mucoide é uma condição onde há acúmulo anormal de mucina, a substância encontrada nas secreções mucosas, dentro das células ou tecidos. Hiperplásico refere-se ao aumento no número de células em um tecido ou órgão, resultando em um aumento do volume. Picnose celular é um termo que descreve a condensação e a hipertrofia do núcleo celular, característica da morte celular, especialmente em processos de necrose e apoptose. Esse processo muitas vezes está associado à absorção excessiva de água e pode ser um sinal de estresse celular.
Importância da hematopoese
Mesmo nessas regiões hematopoiéticas, aproximadamente 50% da medula é de gordura. No período da lactação, toda a medula óssea é hematopoiética, mas durante a infância há substituição progressiva da medula por gordura nos ossos longos, de modo que a medula hematopoiética no adulto é confinada ao esqueleto central e às extremidades proximais do fêmur e do úmero. De seis semanas até seis a sete meses de vida fetal, o fígado e o baço são os principais órgãos envolvidos e continuam a produzir os elementos figurados do sangue até cerca de duas semanas após o nascimento.
Hematopoese na medula óssea
O Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa (brasileiro) regista hematopoese («formação e desenvolvimento das células sangüíneas; hemopoese; hemopoiese»), e apresenta como sinónimo/variante hematopoiese. Ela pode se transformar em medula óssea vermelha em casos de hemorragia e passam a produzir células sanguíneas novamente. As células sanguíneas se diferenciam muitas vezes e passam por maturação na medula óssea, antes de irem para a corrente sanguínea. Ela é o processo de produção de células sanguíneas através de sucessivas mitoses para repor as células velhas. Os fatores de crescimento hematopoiéticos são uma família de glicoproteínas responsáveis pela proliferação e diferenciação das células hematopoiéticas progenitoras na medula óssea. As células-tronco hematopoiéticas (HSCs) são encontradas em pequenas quantidades na medula óssea.
A palavra deriva do grego “haima” (sangue) e “poiesis” (produção), representando o processo pelo qual as células sanguíneas são continuamente formadas ao longo da vida. Esse processo é contínuo e envolve a diferenciação de células precursoras em glóbulos vermelhos (eritrócitos), glóbulos brancos (leucócitos) e plaquetas, assegurando que o organismo mantenha um número adequado de células sanguíneas para desempenhar suas funções vitais. As células sanguíneas são derivadas de um tipo de célula-tronco conhecida como células-tronco ilhéus de langerhans hematopoiéticas (CTH), que possuem a capacidade de se diferenciar em todos os tipos de células do sangue. Nos primeiros dois anos de vida, toda a medula óssea do corpo humano é hematopoiética, ou seja, funcionalmente ativa na produção das células sanguíneas.
HEMATOPOIESE
Em seguida passa a acontecer no fígado fetal, e posteriormente se concentra predominantemente na medula óssea, onde continua até a vida adulta. Nas fases iniciais da vida do embrião a hematopoiese ocorre principalmente na vesícula vitelínica. As células-filhas originadas na mitose, possuem pluripotencialidade mais baixa que a célula-mãe e são elas que passam por sucessivas mitoses. As células-tronco possuem uma população reduzida e se diferenciam apenas para manter sua população. As células-tronco são células com capacidade de se diferenciar em outros tecidos. Nos indivíduos adultos, a medula óssea vermelha é encontrada apenas no esterno, nas vértebras, costelas e díploe dos ossos do crânio.
O que são células progenitoras hematopoiéticas?
Os fatores de crescimento mieloides são agentes que estimulam a proliferação e diferenciação de ≥ 1 tipos de células mieloides e são usados para tratar baixas contagens de neutrófilos. Os agentes estimuladores de eritropoiese (ESA pela sigla em inglês) são substâncias farmacológicas que estimulam a produção de hemácias e são usados para tratar a anemia devida a uma variedade de patologias. Promover a dádiva de sangue, células, tecidos e órgãos, perseguindo a auto suficiência nacional é uma das atribuições do Instituto Português do Sangue e da Transplantação, IP (IPST,IP). A hematopoiese linfoide é controlada por uma variedade de fatores, incluindo citocinas, interleucinas e receptores de células B e T. A presença desses fatores na membrana celular é transmitida ao núcleo por meio de um sinal de transdução, que, afinal, atinge alguns genes localizados no interior dessas células. A medula óssea é um órgão vital para a hematopoese.